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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Não

A solidão sopra um vento que gela a minha alma.Aquele vento fez efeito, não te acho. Agora a solidão começou a me chamar:-Vem comigo!Não quero, não posso, não consigo. Um clarão se acende. De novo a solidão me chama:-Vem comigo!Com a voz tão doce quanto o mel.Aquele vento some.Fico com calor e tiro a blusa de lã e a solidão mais uma vez me chama:-Vem,vem aqui,Vem logo!Com a vez mais grave. Achei uma pedra e joguei na direção da voz. A pedra bate em algo, e um gravador cai.A voz era da solidão, mas não estva no automatico. Jogo o gravador na direção onde ele estava. A luz apaga. Caminho não enxergando nada, com os braços abertos vendo se não vou bater em nada e depois acho você vestido de preto. Você é a solidão que me atormenta me chamando para ir com você.Não quero, não posso e não consigo.

Eternidade

Aquele momento...Quero lembrar...Você me olhou...Eu olhei pra você...Queria que aquele momento durasse a eternidade...Para nos olharmos, pra nos facinarmos um com o outro...Mas algo esta errado, aquele olhar estava errado...Era o olhar de alguém que pensava no nada, no vazio...E o vazio do meu coração ainda não se completou...Aquele não era o olhar certo...Não era o dia certo,e não era o período certo, dale bronca!