A solidão sopra um vento que gela a minha alma.Aquele vento fez efeito, não te acho. Agora a solidão começou a me chamar:-Vem comigo!Não quero, não posso, não consigo. Um clarão se acende. De novo a solidão me chama:-Vem comigo!Com a voz tão doce quanto o mel.Aquele vento some.Fico com calor e tiro a blusa de lã e a solidão mais uma vez me chama:-Vem,vem aqui,Vem logo!Com a vez mais grave. Achei uma pedra e joguei na direção da voz. A pedra bate em algo, e um gravador cai.A voz era da solidão, mas não estva no automatico. Jogo o gravador na direção onde ele estava. A luz apaga. Caminho não enxergando nada, com os braços abertos vendo se não vou bater em nada e depois acho você vestido de preto. Você é a solidão que me atormenta me chamando para ir com você.Não quero, não posso e não consigo.
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